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Título: Tomada de Canudos Autor: Alexandro Weissmam Ano da Gravação: 1898 Editora: Casa de Júlia Filippone Fonte: Jornal A Mensageira, revista literária dedicada a mulher brasileira (15.02.1898)
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Título: Os Sertões (3' 41'') Autor: Edeor de Paulo Ano da Gravação: 1976 Nota: Samba-enredo da Escola de Samba Em Cima da Hora (RJ) Letra:
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Marcados pela própria natureza O Nordeste do meu Brasil Oh! solitário Sertão De sofrimento e solidão A terra é seca Mal se pode cultivar Morrem as plantas E foge o ar A vida é triste nesse lugar Sertanejo é forte Supera misérias sem fim Sertanejo homem forte Dizia o poeta assim
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Foi no século passado No interior da Bahia Um homem revoltado com a sorte Do mundo em que vivia Ocultou-se no sertão Espalhando a rebeldia Se revoltando contra a lei Que a sociedade oferecia Os jagunços lutaram Até o final Defendendo Canudos Naquela guerra fatal
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Título: Canudos (4' 03'') Disco: Camaleão Música: Edu Lobo Letra: Cacaso Intérprete: Edu Lobo Ano da Gravação: 1978 Gravadora: Philips Letra:
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Inhambupe Bom Conselho Jacobina, Chorrochó Monte Santo, Mundo Novo Lagoinha, Quixadá Entre Rios, Belos Montes Quem é esse que vagueia Conselheiro que tonteia Que apeia sem chegar
Que horizonte mais errante Que crendice mais descrente Que descrença mais distante Que distância mais presente Desgoverno governante Quanto gente confiante Em Antônio Penitente
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Quando o céu virasse a terra Como um rio sem nascente Quando a espada entrar na pedra Quando o mar virá afluente Que paixão insatisfeita Que vingança mais demente Virgem santa decaída Satanás onipotente
Baioneta faca cega Parabelo bacamarte Sofrimento que renega Desavença que reparte Entre Rios, Belos Montes Que distância mais presente Quanta gente confiante Em Antônio Penitente
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Título: Canudos, 1897 (3'40'') Música e Letra: Carlos Pita Intérprete: Roze Ano da Gravação: 1981 Letra:
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O sangue virou água E se fez Cocorobó A morte virou corisco E cortou o coração A justiça virou fogo E corre atrás dos coronéis
Valei-me meu Conselheiro Pela desgraça do vintém Que a terra é de todos A terra é de ninguém De ningúem de ninguém
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Título: Alegria Povo Meu Música e Letra: Enoque Oliveira Nota: Música da Celebração Popular pelos Mártires de Canudos Letra:
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Alegria povo meu Pois Canudos não morreu Está vivo na união Tá na fé no coração
Tá no homem e na mulher Tá na flor da minha fé Tá na terra, alegria No amor, na rebeldia
Pois Canudos é paixão Uma luta, sonho bom É caminho, sacrifício Pra vencer o precipício
Tá na dor, tá no tormento Tá na vida que irradia Da coragem, amamenta A criança que se cria
Tá na terra repartida Tá na fé que vai crescer Tá na vida tão sofrida Alegria de viver
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Título: Bravos Guerreiros Música e Letra: Enoque Oliveira Nota: Música da Celebração Popular pelos Mártires de Canudos Letra
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E o que eu fiz Pra merecer esta degola Vendo morrer meus seguidores a soluçar Bravos guerreiros a se acabar
Andei do sertão ao mar Andei do mar ao sertão Uní em todo lugar Nortista de sangue irmão
Preguei do Evangelho a fé Amei quanto pude a vida Preguei o que Deus mais quer A terra bem dividida
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Nordeste que eu tanto amei Nos olhos do lavrador Um dia amanhecerás Liberto do agressor
Reparto contigo a dor Irmão do meu povo irmão Canudos flora na terra A guerra não foi em vão
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Título: A Imagem de um Guerreiro Música e Letra: José Pereira da Silva (Zequinha do Violão) Nota: Música da Celebração Popular pelos Mártires de Canudos Letra:
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Eu também sou A imagem de um guerreiro Sou filho de nordestino Da terra do Conselheiro
Há muito anos Foi essa história passada, Canudos que já foi tudo, Canudos que virou nada
Debaixo d’água Ressuscitou noutra terra E hoje está revivendo Tudo que sobrou da guerra
Mas o meu povo Com coragem trabalhou
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Tiveram fé no progresso Canudos ressuscitou
Canudos hoje Já revive sua glória Esta sentado na página Mais linda de sua história
Família grande De um povo nordestino Porque é desde menino Que ouço o povo dizer
Que esse Canudos Vivia depois da guerra Hoje é um nova terra Canudos estou com você
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Título: Monte Santo (4´ 18´´) Música: Hermeto Pascoal Letra: João Bá Intérprete: Hermeto Pascoal / João Bá Disco: Lagoa da Canoa Município de Arapiraca / Hermeto Pascoal Ano da gravação: 1984 Gravadora: Som da Gente
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Título: Haja Fogo e Haja Guerra Música e Letra: Domínio Público Intérprete: Reizado de Canudos (Buita/Maria Beatriz/Angelina/Maria Cecília/Dircinho) Ano da gravação: 1993 Nota: Música da trilha musical do filme documentário Paixão e Guerra no Sertão de Canudos (Antonio Olavo) Letra:
Haja fogo e haja guerra Haja guerra no mar Morreu o secretário Ficou o general Morreu o secretário Ficou o general
Mateuzinho das Donzelas Ajudai-me a pelejar Isso tudo é louvor Isso tudo é louvar |
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Título: Canto do Sertão Música e Letra: Bião Intérprete: Bião Ano da gravação: 1993 Nota: Música da trilha musical do filme documentário Paixão e Guerra no Sertão de Canudos (Antonio Olavo) Letra:
Bello Monte, Alto Alegre Se despede de mim que já vou Umburana, Barriguda, Me ajuda, me faz um favor Diga a ela que um dia Essa melancolia sei que Vou abandonar E volto seguindo A mesma estrada Minha amada Voltarei pra te buscar Macambira vê se tira Da gaiola minha sabiá |
Porque não, não é direito Ela precisa voar livre e cantar Brauna velha flor de caatingueira Lá no terreiro Imburana de cheiro, meu amor primeiro Ainda faz lembrar Aquele tempo em que tardizinha Quase escurecendo Meu corpo cansado, meus olhos querendo Te ver pra te amar |
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Título: De Quixeramobim à Canudos (5´05´´) Música Instrumental Autor: Pingo de Fortaleza Intérprete: Pingo de Fortaleza Disco: Pingo de Fortaleza ao Vivo Ano da gravação: 1993 Gravadora: Independente País: Brasil
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Disco: Pingo de Fortaleza ao Vivo Título da composição: Ladainha pra Canudos Música e Letra: João Bá / Gereba Intérprete: Pingo de Fortaleza Duração: 3 min 59s Ano da gravação: 1993 Gravadora: Independente País: Brasil Letra:
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Usaram as águas do rio Que nem arma do medonho Pra destruir, a morada Terra Santa Do Beato Santo Antônio |
Penitentes e contritos Na sagrada procissão Pra Bandeira de Canudos Nunciar Ressurreição |
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Disco: Pingo de Fortaleza ao Vivo Título da composição: Centauros e Canudos Autor da Música: Pingo de Fortaleza Autor da Letra: Guaracy Rodrigues Intérprete: Pingo de Fortaleza Duração: 5 min 25s Ano da gravação: 1993 Gravadora: Independente País: Brasil Nota: Música da trilha sonora do documentário Paixão e Guerra no Sertão de Canudos Letra: Disco: Pingo de Fortaleza ao Vivo Título da composição: Centauros e Canudos Autor da Música: Pingo de Fortaleza Autor da Letra: Guaracy Rodrigues Intérprete: Pingo de Fortaleza Duração: 5 min 25s Ano da gravação: 1993 Gravadora: Independente País: Brasil Nota: Música da trilha sonora do documentário Paixão e Guerra no Sertão de Canudos Letra:
Na terra ficou um risco De talhe, foice e cangaço Corisco ficou arisco A história apressou o passo Quando o povo ergueu Canudos Com a força que tem o braço Algo de novo nascia Pelo canto dos espaços Centauros do apocalipse No mundo houve um eclipse Mas logo se aluminou Quando surgiu Antônio Conselheiro Com fogo pelo sertão inteiro, Com chumbo grosso nas armas |
E a promessa de libertar os brasileiros Veredas desse sertão Onde o povo luta e farreia, Nas águas dos Araguaias Canudos é lua cheia. Ó meu Antói Conselheiro Que mora no pé da serra Olha o som da corneta E olha a pancada da caixa de guerra A estrela D'alva é bonita Quando vem rompendo a aurora, Os passarinhos ficam tristes, Ai, ai, e as aves num canto choram |
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Disco: Pingo de Fortaleza ao Vivo Título da composição: A História Fará sua Homenagem a Figura de Antônio Conselheiro Música e Letra: Ivanildo Vila Nova Intérprete: Pingo de Fortaleza Duração: 6 min 24s Ano da gravação: 1993 Gravadora: Independente País: Brasil Letra:
Num profundo deserto sem ter fonte Já surgiu um regime igualitário Que o justo já sexagenário Fez erguer-se a cidade Belo Monte Para então vislumbrar no horizonte Sem maldade, sem crime e sem dinheiro Sem bordel, sem fiscal, sem carcereiro Mas foi morto e tomado por selvagem A história fará sua homenagem A figura de Antônio Conselheiro Quem viveu a seu lado, sempre quis Ter real o que era fantasia O reinado do céu não prometia Sim o reino da terra mais feliz Afinal só o povo do país Pode dar o retrato verdadeiro Deste líder autêntico mensageiro Que alguém deformou a sua imagem, A história fará sua homenagem A figura de Antônio Conselheiro Masseté, Uauá, Paraguaçu Catinga, Faxeiro, Mororó Cambaio, Caipã, Cocorobó Monte Santo, Favela, Trabubu Beatinho, Abade, Pajeú Vilanova, Brandão e Fogueteiro Macambira, Lalau e o Sineiro Timóteo lendário personagem A história fará sua homenagem A figura de Antônio Conselheiro Oh! Canudos país da promissão Foi injusta e cruel a sua guerra Tu que eras abrigo dos sem terra Sem família, justiça, lar e pão O jagunço era apenas um irmão O fanático somente um companheiro Junto ao mestre encontrando paradeiro Confiança, família e hospedagem A história fará sua homenagem A figura de Antônio Conselheiro
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Só o Vaza Barris tão solitário Vive lá como um símbolo e uma prova De Canudos, Igreja, Velha e Nova Linha negra, trincheira, santuário Malassombro de latifundiário Coronel poderoso e fazendeiro Houve mesmo esse reino alvissareiro Que muitos tomaram por miragem A história fará sua homenagem A figura de Antônio Conselheiro Sertanejos morrendo de magote A bandeira rasgada era um molambo O quartel sem guarita era um mocambo A trincheira era a gripa do cerrote A metralha o feioso clavinote Baioneta era a lança do carreiro A corneta era o búzio do vaqueiro Guarda peito gibão sua roupagem A história fará sua homenagem A figura de Antônio Conselheiro Quase dez mil soldados de elite Quatro bons generais lhes dando apoio Bivaque arsenal bóia e comboio Com dezoito canhões e dinamite Numa guerra civil sem ter limite Não um simples conflito passageiro Brasileiro matando brasileiro Os vencidos mostrando mais linhagem A história fará sua homenagem A figura de Antônio Conselheiro Era a luta da foice e do fuzil O facão enfrentando artilharia Uma nódoa no nome da Bahia Uma mancha no nome do Brasil Mas talvez que no ano de dois mil Esse nosso nordeste brasileiro Seja outro Canudos por inteiro Mais gente, mais garra e mais coragem A história fará sua homenagem A figura de Antônio Conselheiro
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Título da composição: Ladainha de Canudos Música e Letra: João Bá / Gereba Intérprete: Roze Duração: 3 min 34s Ano da gravação: 1994 País: Brasil Gravadora: Independente Comentários: Esta composição foi gravada por Pingo de Fortaleza (ver n° 11 com letra) Nota: Carrancas I - II / João Bá
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